A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

quarta-feira, maio 21, 2008

automatic

The constant dissatisfaction like a rising hunger that's never satisfied, like a thousand voices crying their heart out, screaming as loud as they can, as far as space can reach within yourself and as high as the dephts of your inner soul. They whisper, be who you really are, but you fight it, you keep on fighting for control of yourself, your manners and your principles, but there's too much resistence. There's too many uncontrolable variables. You inquire about every unwanted answer, you wonder why there's no cure for broken hearts and unwanted jobs. And worse, you wonder why is that the simple pure truth, why is that no one cares for each other anymore. A mirror of failure in human relationships, reflects this automatic era made for serial relationships with no meaning or sense. There's no simple and greater truth, there's no wiser atittude than accepting that the old and romantic conception of long term is gone.

sexta-feira, maio 16, 2008

o que me faz espécie ...

O quão preponderante o dinheiro é actualmente na nossa vida. Parece que o dinheiro ocupa de repente uma posição central, e nada mais importa. É necessário para a mais ínfima actividade diária desde que se sai de casa (sendo que actualmente até já se pode gastar directamente a partir de casa), até ao retorno ao fim do dia. É necessário para comer , para conduzir, para estudar (!!!!), para obter informação sobre a actualidade, para obter conhecimento, para tudo o que supostamente somos livres para fazer. A verdadeira questão é que nenhum homem será dia algum verdadeiramente livre, existem condicionalismos que actuam muito antes da nossa existência, e que colocam em causa a nossa liberdade; códigos genéticos, factores ambientais, e o mais recente alvo desenfreado de satisfação, a satisfação monetária.
Arrisco me a dizer que o dinheiro é em última instância a âncora pessoal, o que nos prende ao mundo, o que nos impede de ser verdadeiramente livres de todos os condicionalismos da existência humana. Quantos de nós trabalharíamos se não fosse necessário dinheiro para governar uma vida?
Não critico o sistema de renumeração que se obtém como produto de um dado trabalho, sendo aliás mais do que justo ser recompensado por tal, somente discordo da capitalização excessiva, exacerbada de bens essenciais a qualquer comunidade, de bens que deveriam ser mais frequentemente aplicados de forma solidária onde tanta falta fazem. Outros bens como a criatividade, a imaginação, que pedreiros, carpinteiros, todos os profissionais e indivíduos com ordenados mínimos põem em prática todos os dias da sua vida para conseguir ultrapassar dificuldades diárias, para ultrapassar a falta de liberdade que a falta de dinheiro nos impõe. O controlo constante da desesperança que é necessário, a ginástica económica, para criar três e quatro filhos e em muitos casos uma família inteira, sobrando sempre mês ao fim do ordenado. Esse esforço sim deveria ser capitalizado, deveria ser o mais renumerado. Com todos os nossos defeitos e virtudes, penso honestamente que nós, portugueses somos os maiores e tomando as condições actuais em conta, temos de ser mesmo muito bons. Desejava somente era que fôssemos convenientemente renumerados por tal facto.

Não percamos a esperança.

quinta-feira, maio 15, 2008

beautiful losers

Se há sentimento que me deixa confuso é a derrota e a capacidade que se possui ou não de lidar com esta. A derrota persiste em todos os extractos , sendo quase transversal à sociedade, mas no entanto existe um sector particular que mais interesse me desperta; o da derrota propriamente dita, associada a um jogo, a um desporto, a duas pontuações discrepantes. Que é que gera nas pessoas a emoção do choro após uma derrota, mesmo sabendo que há bastante piores do que essas associadas a um qualquer desporto? Derrotas da vida, tão em voga entre os portugueses, divórcios, traições, ordenados mínimos, desempregos, inimizades, tristezas, ódios de estimação, entre tantas outras.
Mesmo não sendo um imperativo ético (nunca o será pelo menos para mim), ganhar no campo do desporto é para além da sensação moral da vitória que inegavelmente existe, uma oportunidade de fuga a todas as outras eventuais derrotas de vida. E ver essa janela da oportunidade escapar é sempre doloroso, numa vida, numa sociedade com tão poucas oportunidades.


Parabéns ao ABC, Finalista vencido da Final do Campeonato Nacional de Andebol.
Parabéns SLB, Campeão 18 anos depois.

quarta-feira, maio 14, 2008

o que eu pago com gosto...

... um corte de cabelo na do meu amigo luís, feito por ele ou pelo "mudo" apelido carinhosamente atribuído ao seu pai. Hoje calhou me o "mudo". Eficiente, metódico, perfeccionista, empenhado em conseguir o que o cliente quer, sem tiques paneleirotes ao jeito desta escumalha "new age" que se intitula de cabeleireiros. Ali corta se cabelo à homem, sem no entanto deixar de se obter um resultado perfeito. E os únicos tiques que existem são as eventuais bicadas da tesoura e chapadas provenientes da actividade. Não é para meninos.

o dia!

em que eu mandei um empilhador de 4 toneladas para dentro de uma vala.

Não me sinto orgulhoso, até porque há empilhadores mais pesados, de 4 toneladas qualquer um é capaz, mas de qualquer maneira fica aqui o registo.

quarta-feira, maio 07, 2008

3

Colegas de trabalho.
Conversas para relembrar.
Pessoas que já não via há algum tempo.
Joguinhos de ping pong

good conversation

Se há coisa que eu adoro são as conversas que tenho com os meus amigos e familiares, da mais técnica à mais banal, desde psicologia a mecânica, origem da vida, filosofia e existencialimo do mais básico.

antes intimista que elitista

Alguém me disse que este blog se estava a tornar demasiado intimista. Fiquei apreensivo a início até me aperceber que embora não tivesse sido dito como um elogio, considero o muito mais do que isso. Este espaço resume se ao relato de tudo o que me marca, e isso tem necessariamente de ser intimista, mas no entanto ponderado, pensado processado.

stunt ridin'

É após fins de semana como o passado que eu não me importo de ser este sentimentalão que coloca sempre a família à frente de qualquer coisa.

terça-feira, maio 06, 2008

prisão intelectual

Eu que sempre fui um apologista da liberdade, da criatividade, da imaginação, não gosto do planeamento excessivo. Acho complicado transpôr as barreiras dessas características típicas de uma conduta mais solitária, para um grupo onde as pessoas são necessariamente diferentes. Gera discussão, caos, reboliço, e se por um lado eu tento a todo o custo evitar chatiçes, tenho por norma só o fazer quando são chatiçes chatas, e "pelo me" por uma chatiçezinha necessária, legítima e racional.
Falava se hoje então, de rentabilização das capacidades de cada um, da eficácia geral que é colocar cada "macaco no seu galho", da liberdade que tal acto gera para trabalhar, para deixar a expressão criativa fluir sem qualquer tipo de restringimento. É para mim essencial esta liberdade, mas não posso também deixar de concordar com um certo planeamento basal, como forma de marco cronológico de cumprimento de prazos e até manutenção de um certo rigor estrutural.