A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

domingo, outubro 29, 2006

07

Não foram certamente duas semanas, pelo menos que se fizessem notar num relógio que ontem insistiu em andar para trás, mas tivéssemos nós tendas e estadia ilimitada no parque da trindade, assim como um fornecimento inesgotável de belgas (joão) e néctar dos deuses (cerveja), lá chegaríamos com certeza, a ver os dias a morrer se com muita calma!








paz de espírito 4 all


aminoácidos :P

quarta-feira, outubro 25, 2006

quinta feira, 19 de outubro

Com o fim de tarde, começa o primeiro pessoal a chegar, e como não poderia deixar de ser o primeiro é o mestre, como de costume, para dar um bom exemplo às gerações vindouras, gerações essas que como ele descreve num tom misto de melancolia, e orgulho já não se interessam pela arte da matança do porco. E continua a chegar gente a um ritmo de conta gotas de um céu ora escuro, ora mais claro em intervalos de chuva que permitem manter toda a conversa em dia, com mais um que chega para aqueçer as mãos numa fogueira de palavras em que arde mais uma conversa.
É quanto a mim uma dos pontos mais positivos de as pessoas se atrasarem numa dada reunião/encontro/evento em que se vão juntar muitas pessoas de apreço que não cabe nas nossas medidas de algo que simplesmente não pode ser medido. Permite nos colocar toda a conversa em dia com cada uma dessas pessoas vão chegando nesse ritmo que se quer a esgotar como o tempo das conversas que sabem sempre a pouco: devagar.
A espera de ver quem será a próxima pessoa a chegar, viver naquele limbo de pensamentos nem que seja só por segundos, naquele ziguezague de imprevisibilidade que é com quem é que vamos brincar ou ter uma conversa mais séria a seguir, porque encontrar as pessoas é isso mesmo encontrá las no sentido literal da palavra, e isso só pode ser feito quanto a mim através da conversa, quer seja de uma brincadeira apenas pela brincadeira para mandar uma boa gargalhada e sentir que ainda somos as mesmas pessoas de sempre, ou através da partilha de factos e circunstâncias de que é feita a vida. É tudo acerca de formalidade/informalidade das questões, e quem escolhe isso somos nós mesmos.

claro que com muita pena minha, eu sou sempre o último a chegar a qualquer evento que seja, e aqui faço o meu "mea culpa", não é defeito é simplesmente feitio, atraso me muito e não há relógio que me aguente. Valha me o facto de o evento ter sido realizado na minha humilde casa que vos abraçou a todos.


resumo:
a brutalidade de uma experiência que tem de ser feita, o cheiro do trabalho do maçarico, o sabor do trabalho das pessoas, a carne, o vinho a verter para os copos cheios e para outros cheios a medo de não restar espaço para fazer o traçadinho, sorrisos fáceis, e conversas temperadas com risos do vinho, o ser, o estar, e estar feliz com isso, uma mesa repleta de família.
o "té já" daqueles que foram, mas não precisam de ser convidados, o arrumar num armário, de coisas que só vêm a luz nos nossos olhos, em dias como estes, e que deveriam ver mais vezes, a gratificação, o sentimento de dever cumprido, o rescaldo, a paz, o conforto, o reconforto, a honestidade e sinceridade nas conversas mais elementares com as pessoas mais importantes, sonhos para agora e para depois, planos muitos planos, projectos e ideias em conjunto, nem que seja para um dia olharmos para trás e dizermos que tivémos a coragem de arriscar.





o apagar a luz
um beijo.




"té manhã"

sábado, outubro 21, 2006

all the best things of life ...

se há coisa que eu gosto mesmo é de acordar nas manhãs de sábado (já rente à hora de almoço) no momento exacto em que está a dar o documentário da bbc sobre vida animal na sic ...

hoje foi assim, e não sei explicar porquê mas esta coincidência sabe me bem, muito bem mesmo, embora ligar a televisão e acordar os olhos com uma anaconda gigante não é das coisas mais abonatórias para um estômago jejuante, fez me cóçegas no estômago vá lá, para não dizer que me apeteçeu vomitar mesmo.


gosto mesmo gosto destes sábados em que não tenho de acordar às tantas da madrugada para cansar o corpo e a mente no domínio de algo a que se chama trabalho, para a semana não sei como será, mas hoje sei que foi assim e soube me como poucos dias me sabem logo pela manhã, soube me ao gosto de duas das melhores coisas que há:

o descanso e o conhecimento, uma a seguir à outra, e que hoje de manhã me acordaram do sono para me embalar noutro que gosto tanto, o sono acordado do saber e da curiosidade natural e ingénua ...

sábados de manhã são descanso e conhecimento,
e o melhor é que ambos são simplesmente de borla ...


ok, chamem me lá maluco vá ...

segunda-feira, outubro 16, 2006

é isto ...

dias de trabalho como o de ontem e o consequente sentimento que embora extenuante, é simultâneamente gratificante pelo dever cumprido, noites como as de ontem plenas de loucura e loucura que estão no top 2 das melhores coisas da vida, sorrisos de amigos, almoços como o de hoje com a mesa a transbordar de família de quem temos sempre saudades, sorrisos de família, um bom vinho, boa disposição, risos, música todo o dia na minha casa tocada ao vivo, um grande filme ao fim da tarde, mais risos, conversas sérias e conversas não tão sérias, olhares que falam mais do que as palavras, o tempo só pelo tempo sem desafios à paciência, um jantar magnífico com mais família, os ingredientes que realmente interessam, o sentimento de felicidade no rosto de família e amigos, gargalhadas, o reacender da lareira após os primeiros traços da mudança de estação, o sentimento de que há coisas que não poderiam ser melhores, o sono aliado à vontade de dormir e sonhar ...


é isto que me faz acreditar na superioridade e predominância das coisas boas em relação à depressão dos dias sem memória para aquelas que realmente interessam


é isto ...

sexta-feira, outubro 13, 2006

Deus

aos cães proporcionou uma saliva com características protectoras dos dentes e preventoras das cáries

a nós deu nos simplesmente uma consciência ...



hoje é um daqueles dias em que o que quer que faça acabo sempre a desejar que o contrário tivesse acontecido





não que eu precise da saliva entenda-se, só achei bonita a comparação ...

quarta-feira, outubro 04, 2006

dedicado (passado, presente e futuro)

tenho saudades tuas, como tenho minhas, e daquilo que um dia podíamos ter sido, não tivesse o espaço roubado a autoridade do tempo que precisávamos para gastar em mais sorrisos de vidro e brincadeiras de papel.
frágeis. tão frágeis como este tempo que nos separa, e que embora destronado pelo espaço, angustia mais o coração do que a distância, perante a certeza de um amanhã desconhecido que tem tanto de aliciante como imprevisível, tornando o assustador e simultâneamente objecto de um desejo maior parte das vezes inatingível.
mas o amanhã chega e chegará sempre, como esse comboio em que tu partiste para o que os teus olhos me disseram ser uma vida melhor, pois as palavras essas choravam nos meus ouvidos a separação que estava prestes a aconteçer.
hoje estás longe de mim, mas nem isso apaga tudo o que vivemos e o quanto me obrigaste a sair da minha casca onde o meu mundo seria sempre uma folha e branco.
desenhaste as linhas e preencheste as comigo, e eu aprendi sem dúvida a ser uma melhor pessoa, tão melhor que prometi no momento em que escrevi "que prometi", apenas registar aqui coisas que realmente importem e referentes a pessoas para quem eu tenha a certeza de realmente significar alguma coisa.
e para ti eu sei que significo, como tu significas para mim.


para ti minha m&m