A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

sexta-feira, maio 25, 2007

é já amanhã, ou melhor, daqui a pouco.

II Simpósio Lusófono de Cuidados Farmacêuticos





factos (2)

para além dos demais contratempos, vários motivos se interpuseram entre mim, ou neste caso entre a minha disponibilidade, e a vontade de continuar numa base de regularidade a que ja me havia habituado a escrever aqui. muita coisa mudou, mudam todos os dias, é certo, mas é quase inevitável dar por mim mais frequentemente do que seria desejável a questionar objectivos, metas, propósitos, até acções, que eu próprio, e outros tomam. será que agi bem? terá sido a melhor opção ? terei reflectido o suficiente para a importância que dada circunstância me exigia ? nao sei, não sei, nem me interessa verdadeiramente, agora que as tempestades exteriores estão quase controladas, resta me o tântalo das de dentro. das que mesmo em silêncio me interrompem o sono.
não quero, nem vou desistir, vou fazer tudo como nunca antes fiz, diz me somente que não estou sozinho, porque eu admito que tenho medo, tenho medo desta inércia inólvidável que por vezes me domina os sentidos, tenho medo de me acomodar, e deixar de querer sempre mais, um mais que nem sequer pode ser medido em qualquer escala material e palpável, tenho medo de estar sozinho, embora muitas vezes o deseje, inconscientemente ou não, mais uma vez, repito: já não me interessa.
acima de tudo porque, não falando em sentimentos, sinto que para mim e para todas as minhas relações essas abstracções sempre se encontraram no domínio do complicado, e eu preciso de uma vertente mais analítica de se ser feliz, sem degustar e interpretar psicologicamente cada pormenor até ao mais ínfimo detalhe, preciso de me sentir bem contigo e tu comigo.

senti me tão bem terça feira.

quinta-feira, maio 24, 2007

factos

poucas coisas me deixam tão feliz como um amigo que me revela que pensa ter encontrado a mulher da sua vida, que me diz estar feliz, de uma forma quase inabalável.
talvez porque também sonho com o dia, sem querer ser egoísta e virar o assunto para a minha uma esfera pessoal, mas também anseio com o dia em que direi isto a um amigo meu, já houveram situações em que o disse e me enganei redondamente, mas muito que me custe, não desisto.
agora e afastando a ponta de melancolia que acabei de sentir, acho que às vezes as pessoas não percebem o quão difícil e solitária pode ser a experiência de crescer, o quão difícil pode ser encontrar, já nem refiro a palavra amigos, mas uma relação de confiança, sem segundas intenções ou pretensões camufladas, o quão difícil que é poder fazer revelações destas a alguém nos dias que correm, tanto que é quase uma benção, ter alguém de confiança com quem partilhar a nossa felicidade e os nossos estados de espírito, alguém que fique feliz por nós, em vez de dominado de inveja.
quando me premeiam com atitudes, quando me acham digno dessa confiança, sinto me preenchido, sinto me feliz.
e ser feliz é isto mesmo, reconhecer o mérito, o sucesso a felicidade no seu mais profundo, no próximo, no amigo e sentir aquele sorriso interior, que não há dinheiro nenhum no mundo que pague, sentir a felicidade fora de nós, sem o egoísmo de sentir inveja, apreciando a altruístamente, e sendo feliz com isso. porque a felicidade tem esse dom, esse poder único, para bem dos nossos males, de se espalhar tão fácilmente.

e ainda bem :)

sábado, maio 12, 2007

:)

existem de facto manhãs, tardes, noites, que têm tudo para ser perfeitas (sem querer apelar ao seu creditado spot, passe aqui a publicidade à super bock) quer seja através de um telefonema que se faz a um amigo, que mais tarde nos apareçe a surpreender, o companheirismo típico da amizade pura, ou até outras formas mais simples, mas decididamente entre as mais belas de se ser feliz, uma música que bate no inconsciente o dia todo e quando no meio do trânsito se liga o rádio, é magia durante aquele tempo. tudo bate certo. Mas, porém como qualquer tempo digno de virtude, também teremos tempos difíceis, é certo, mas estes são largamente superados por todos os outros.
a simplicidade mexe e sempre mexeu comigo, não é nenhuma novidade, e hoje senti o, mais uma vez, quer seja através da conversa despretensiosa de um amigo, das gargalhadas fáceis, dos sorrisos, do companheirismo, do afecto do abraço, da dança, do vinho, da falta de segundas intenções por detrás das atitudes mais básicas e simples. a disponibilidade em tornar cada segundo único. é isto meus amigos. é isto.

o vinho estava bommmmmmmmmmmmmmm

Ps. estou sob o efeito do álcool enquanto escrevo este post por isso qualquer ideia menos articulada será à partida alvo de desculpa.