social vs antisocial (desabafo da merda num blog da merda)
Como é que se pode viver num mundo social, quando as mesmas convicções pessoais que sustentam o nosso nível de"socialidade" são constantemente abaladas?
Isto é, quando o conjunto de princípios pelo qual se rege a nossa socialidade (Um grupo de amigos fiel entre si, no qual nos sintamos à vontade para sair de casa) se eclipsa no tempo deixando pura e simplesmente de existir? Tudo o que nos prendia era um conjunto de relações frágeis, ligadas
pela casualidade e ocasião. Quando a ocasião que invariavelmente provinha de uma só parte se deixou afectar pela circunstâncias da vida, cansou se da negligência do abuso e da ingratidão anteriormente mascarados a sorrisos. Cansou se de os ver serenos e impávidos a olharem para a fonte a secar, até deixar de ter qualquer interesse. E partiram à procura de água fácil para qualquer outro sítio. Como é que se chega a este ponto? Como é que as relações pessoais podem ser tão marcadas, tão definidas por interesses?
Não ficou nada a não ser a mordacidade das línguas, os corrosivos julgamentos, as pungentes e fáceis maledicências. Não ficou solidariedade, nem qualquer tipo de preocupação. Nem um filha da puta de um "Olá estás bem?" Só um egoísmo extremo que anteriormente se dissimulava quase irreconhecível por entre em pequenas atitudes.
Mas estava lá. Estava patente nos pequenos julgamentos de cariz negativo sempre feitos por excesso e nos positivos por defeito.
Se ser antisocial, é não se vender a esta roda viva de negligência alheia mascarada de sorrisos e de pequenos martinis, assim como de pequenas conversinhas insignificantes sem qualquer acervo ou ponta de intelectualidade, então sim pode se dizer que sou um distinto antisocial, ou um conservador com um arguto e demodé conceito de fidelidade.
Obrigado a todos aqueles(as) negligenciam a minha presença em noites frias como esta (A lareira estava tão boa!). A todos aqueles(as) que vão às suas saídinhas e ter as suas conversinhas ligeiras, e não se dignam a um simples e pequeno convite ou aviso. Obrigado, àqueles que eu tenho a abusiva intenção afastada da realidade, de considerar meus amigos; essas pessoas que eu penso que me são mais próximas, e que vão aos seus programinhas sem avisar.
Obrigado a todos eles, pois fazem me dar o valor a quem realmente o merece. Peço desculpa às pessoas (ou deverei dizer amigos?:)) que me incentivaram a sair hoje, que me tentaram arrancar de casa. A esses que desejam a minha presença, sim peço imensa desculpa pela minha ausência. A todos os outros não lhes peço merda nenhuma, até porque normalmente eles é que pediam. Agora não venham é insultar a minha inteligência, caralho!!!

