A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

terça-feira, fevereiro 27, 2007

tenho esta mania estúpida de inventariar os meus fins de semana, fazer listas e comer pastéis de nata. sim eu sei que realmente estúpida, e sem nexo só mesmo a última, mas enfim, este post é só para constatar a grandiosidade dessa série que é o "prison break", que tem sido o meu maior vício das últimas semanas, mas que vai muito provavelmente perder o encanto após a saída da prisão, meta que para mim seria mais do que suficiente, mas comprovadamente as séries de hollywood após algum sucesso na primeira série, podem se revelar uma verdadeira pastilha elástica (veja se o caso de "lost") tudo em nome dos good old dollars, mas enfim, vou aguardar com o mesmo vício e a mesma sensação de imprevisibilidade e suspense que me agarra à televisão aos domingos à tarde.

por falar nisso, já era domingo às três da tarde lollllll ;P

hummmmm

hoje de manhã percebi os efeitos e indicações terapêuticas dos pijamas, percebi que de facto há uma razão de ser nos seus tecidos leves, suaves e maleáveis, percebi que adormecer de calças de ganga, camisa, blusão e chinelos, vai de alguma maneira contra as regras do conforto pelas quais lutam desalmadamente e incessantemente os pijamas e os seus defensores e pelas quais se regem todas as organizações mundiais do pijama, percebi que o atrito é demasiado e que corpo acorda como se tivesse levado uma tareia, mas uma senhora tareia.

não façam dos vosso pijamas uma bandeira e digam me coisas do género: "eu avisei", fui só mais um ingénuo, inocente apanhado nas malhas das indumentárias pouco propícias ao descanso.
já aprendi a lição !!!!


ps. aprendi também que acordar com um "boa noite" pode ser um verdadeiro desafio à sanidade mental, e aprendi ainda que domingo foi um dia giro, embora tenha perdido o grande filme "Diários de Che Guevara" na RTP 1 e a cerimónia da entrega dos Óscares na TVI, eventos que me mentalizei durante todo o Domingo como prioritários, enfim tudo em nome de uma boa noite sono confortável, tudo!

óscars

Finalmente


Embora "the departed" não seja a sua obra prima, o merecido reconhecimento a um grande senhor que representa um marco inolvidável na história do cinema contemporâneo, é sempre bemvindo.

às vezes pergunto me como será a perseguição de um objectivo, que propagando se no tempo, neste caso ao longo de demasiado tempo, nos pode guiar por vezes no sentido contrário ao da sanidade. Será de facto, muito propícia à frustração e desilusão, certamente, mas tal como a vida, ninguém disse que seria fácil. Gosto de acreditar que o reconhecimento atinge mais tarde ou mais cedo aqueles que o merecem, mesmo que para tal uma vida inteira seja preciso esperar.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

senza parole

Após 15 dias sem tocar na xixa, que é como quem diz sem internet nem telefone, estou de volta (ou não mesmo) apenas para deixar algumas, notas dignas de registo, a primeira das quais em jeito de agradecimento a todos os que se lembraram do meu aniversário, da maneira mais usual , ou de formas não tão concencionais quanto isso, a todos muitíssimo obrigado.

e queria agradecer o que de facto não tem agradecimento possível, os dois últimos fins de semana. lindos a desafiar o o soberbo e a sua noção comummente generalizada de inatingível. desde tremores de terra e bolos de aniversário pouco convencionais, noites sem fim, dias bons para os demais, houve espaço para tudo.

é isto que me faz desejar mais. Como costuma dizer um caro amigo: "Épa, tanto tempo que já nem tinha saudades."
e não tinha, de facto. A vida é tão mais do que isto, do que somente isto. É só aprender a vivê la, o resto vem por acréscimo.

vou desligar o pc.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

abençoada inco(er)(nsci)ência

estive durante alguns minutos, sensivelmente cerca de muitos, a lutar contra esta insaciável vontade de vir aqui escrever, mas como se pode constatar perdi claramente essa batalha.
o ser humano é tão ou mais fraco do que imagina, tanto que é força aquilo que vê, mas constantemente fraqueza o que o domina.
os sentidos atraiçoam nos e gera se uma incompatível vontade interior de atribuir um significado especial ao que se sente, mas que não se processa devidamente no escritório do coração e cabeça. estamos tão desprendidos do sentido, que este se aplica quase desmensuradamente, já ninguém usa as palavras somente quando elas são necessárias e propositadas, somos incoerentes, tão desprendidos do sentido, e tão apegados a este no domínio material, no domínio hipócrita da crítica ao alheio, sem (qualquer selecção ou) critério, a não ser só porque não foi feito por nós. sim porque a merda quando é feita só cheira mal a quem não a fez. quem a um dado ponto está associado à crítica no alheio, de tudo o que inconsciente e fútilmente condena, ou pensa que condena, é apanhado nas redes que lança mais tarde ou mais cedo.
e quando tudo o que condena e as acções que critica no outros se tornam as suas, encontra sempre um mecanismo, de fazer os erros por mais intratáveis, desprezíveis e indesculpáveis que sejam, valerem a pena, através de infinitas e diversificadas manobras mentais, atribuindo um significado especial, místico e quase mágico, para desculpar o que não tem desculpa, como se isso tornasse esse alguém diferente e até mesmo superior a tudo o resto. Qual forma suja de limpar o cadastro, fazendo com que tudo o que se abomina, critica e quase causa repúdio em outrém, nessa pessoa seja simplemente algo que aconteçeu por um dado motivo, ou por uma circunstância que no sujeito objecto se torna uma conjectura, um mecanismo mental, para não se sentir igual ou pior ao alvo de todas as suas críticas de repúdio, do género: fiz igual ou pior do que as acções e os alvos que critico, mas quando o fiz pelo menos tinha as unhas dois milímetros mais pequenas, logo tenho desculpa, acções iguais sim, mas imcomparáveis de fundo ideológico e motivacional. a memória humana é curta, mas não a das minha palavras.

às vezes envergonho me de pertencer a esta estirpe a que todos orgulhosamente chamam de humana.