prisão intelectual
Eu que sempre fui um apologista da liberdade, da criatividade, da imaginação, não gosto do planeamento excessivo. Acho complicado transpôr as barreiras dessas características típicas de uma conduta mais solitária, para um grupo onde as pessoas são necessariamente diferentes. Gera discussão, caos, reboliço, e se por um lado eu tento a todo o custo evitar chatiçes, tenho por norma só o fazer quando são chatiçes chatas, e "pelo me" por uma chatiçezinha necessária, legítima e racional.
Falava se hoje então, de rentabilização das capacidades de cada um, da eficácia geral que é colocar cada "macaco no seu galho", da liberdade que tal acto gera para trabalhar, para deixar a expressão criativa fluir sem qualquer tipo de restringimento. É para mim essencial esta liberdade, mas não posso também deixar de concordar com um certo planeamento basal, como forma de marco cronológico de cumprimento de prazos e até manutenção de um certo rigor estrutural.


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