A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

sábado, fevereiro 18, 2006

20

espectro que me assombras
quebras a luz, e a nostalgia
malfadada vida, trazes traição
por esses portais que julgas,
cheios da tua luz e fantasia
que se fodam métricas e rimas,
epítetos largados em doce deleito
ora, amar é viver condenado
a este pulsar que é tudo,
menos um sentimento perfeito
ah, tanto te quedas à liberdade
que me deixas partir uma vez mais,
para esse local
onde encontras aquilo que temes,
encontrarei eu a verdade
dessas palavras infermes ?
tornadas estas que te dedico,
cansadas, tristes, meros sinais
dessa convalescença
essa, que afecta sempre os demais.
não sejam esses os sintomas
que te fadam a essa doença
pedes me tu
que esqueça todo este ardor
e por uma vez na vida
ceda à convalescença ...
desculpa, mas não sei conjugar
essa palavra
que augura tanta dor.
verbos, esses sei recitar
mas nenhum recito, denominado amor ...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

no words, no pain

hoje estou de poucas palavras, este facto poderia ter vários motivos, mas assim à primeira vista, talvez por ter exame amanhã e não ter estudado nada, talvez. ocorreu-me este pronto. enfim, é daquelas coisas que não me deixa confortável, vá-se lá saber porquê ...


Só para referir que sexta à noite, como de costume vi a série "Bocage" na rt1, a qual aconselho vivamente.
Bocage perdeu o amor, ou um dos grandes amores da sua vida, por não ser capaz de se comprometer com nada para além da sua poesia.


bom, e posto isto, talvez seja mesmo melhor eu calar-me por aqui e não desenvolver mais este assunto ...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

why do I think ?

de novo, e mais uma vez coloquei a fasquia demasiado alta. não sei bem de que é que me adianta esta ilusão que alimento todos os dias com tanto de mim, um tanto que eu dou sempre, sem nunca receber. talvez eu não seja tão bom quanto isso, talvez seja mesmo altura de parar, talvez, talvez, talvez, talvez um dia exista um mundo em que a palavra talvez não exista e eu não tenha de escrever mais estas merdas.
mas como tudo o que se quer esse dia não é hoje, esse dia teima sempre em não chegar.

acreditar é o que nos resta, mas de que é que isso nos vale quando mais nada faz sentido algum
hoje chumbei e sinto-me o maior falhado que existe, amanhã logo se vê ...


sinto me triste ...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

rain on me

No passado domingo nevou, hoje foi a vez da chuva.


gotas de chuva
em orquestra singela,
gotas que caem
contra a janela.

gotas de chuva
no chão a morrer,
pingos que caem
na janela a escorrer.

da vida à morte
um milésimo segundo
do céu à terra,
no seu ser mais profundo.

sonhos infiéis
traídos por indecisão e demora
tempo e acção são cruéis,
e a vida não espera lá fora.

se coragem e querer
dia algum me abandonaram,
bastou amar e compreender
lembranças que em mim ficaram.

e se um dia a dor chamar
o perfume de lágrimas que me viram sofrer
nesse momento cá estarei ...


Sempre

à espera de ver chover...
Eduardo Cruz
03/02/2006