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espectro que me assombras
quebras a luz, e a nostalgia
malfadada vida, trazes traição
por esses portais que julgas,
cheios da tua luz e fantasia
que se fodam métricas e rimas,
epítetos largados em doce deleito
ora, amar é viver condenado
a este pulsar que é tudo,
menos um sentimento perfeito
ah, tanto te quedas à liberdade
que me deixas partir uma vez mais,
para esse local
onde encontras aquilo que temes,
encontrarei eu a verdade
dessas palavras infermes ?
tornadas estas que te dedico,
cansadas, tristes, meros sinais
dessa convalescença
essa, que afecta sempre os demais.
não sejam esses os sintomas
que te fadam a essa doença
pedes me tu
que esqueça todo este ardor
e por uma vez na vida
ceda à convalescença ...
desculpa, mas não sei conjugar
essa palavra
que augura tanta dor.
verbos, esses sei recitar
mas nenhum recito, denominado amor ...

