A única força que vence um bom argumento, é a força de um excelente argumento

quarta-feira, outubro 25, 2006

quinta feira, 19 de outubro

Com o fim de tarde, começa o primeiro pessoal a chegar, e como não poderia deixar de ser o primeiro é o mestre, como de costume, para dar um bom exemplo às gerações vindouras, gerações essas que como ele descreve num tom misto de melancolia, e orgulho já não se interessam pela arte da matança do porco. E continua a chegar gente a um ritmo de conta gotas de um céu ora escuro, ora mais claro em intervalos de chuva que permitem manter toda a conversa em dia, com mais um que chega para aqueçer as mãos numa fogueira de palavras em que arde mais uma conversa.
É quanto a mim uma dos pontos mais positivos de as pessoas se atrasarem numa dada reunião/encontro/evento em que se vão juntar muitas pessoas de apreço que não cabe nas nossas medidas de algo que simplesmente não pode ser medido. Permite nos colocar toda a conversa em dia com cada uma dessas pessoas vão chegando nesse ritmo que se quer a esgotar como o tempo das conversas que sabem sempre a pouco: devagar.
A espera de ver quem será a próxima pessoa a chegar, viver naquele limbo de pensamentos nem que seja só por segundos, naquele ziguezague de imprevisibilidade que é com quem é que vamos brincar ou ter uma conversa mais séria a seguir, porque encontrar as pessoas é isso mesmo encontrá las no sentido literal da palavra, e isso só pode ser feito quanto a mim através da conversa, quer seja de uma brincadeira apenas pela brincadeira para mandar uma boa gargalhada e sentir que ainda somos as mesmas pessoas de sempre, ou através da partilha de factos e circunstâncias de que é feita a vida. É tudo acerca de formalidade/informalidade das questões, e quem escolhe isso somos nós mesmos.

claro que com muita pena minha, eu sou sempre o último a chegar a qualquer evento que seja, e aqui faço o meu "mea culpa", não é defeito é simplesmente feitio, atraso me muito e não há relógio que me aguente. Valha me o facto de o evento ter sido realizado na minha humilde casa que vos abraçou a todos.


resumo:
a brutalidade de uma experiência que tem de ser feita, o cheiro do trabalho do maçarico, o sabor do trabalho das pessoas, a carne, o vinho a verter para os copos cheios e para outros cheios a medo de não restar espaço para fazer o traçadinho, sorrisos fáceis, e conversas temperadas com risos do vinho, o ser, o estar, e estar feliz com isso, uma mesa repleta de família.
o "té já" daqueles que foram, mas não precisam de ser convidados, o arrumar num armário, de coisas que só vêm a luz nos nossos olhos, em dias como estes, e que deveriam ver mais vezes, a gratificação, o sentimento de dever cumprido, o rescaldo, a paz, o conforto, o reconforto, a honestidade e sinceridade nas conversas mais elementares com as pessoas mais importantes, sonhos para agora e para depois, planos muitos planos, projectos e ideias em conjunto, nem que seja para um dia olharmos para trás e dizermos que tivémos a coragem de arriscar.





o apagar a luz
um beijo.




"té manhã"

1 Comments:

At 6:09 p.m., Anonymous Anónimo said...

já davas sinais de vida.. a hrs decentes!

temos q tirar aí 2 semanas pa por a conversa em dia..

 

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